Não, senhor, não é paranóia; é a pura verdade.
O cara para ter lucro oferece um instrumento de morte e se acha certo? Acho pior do que vender o próprio instrumento, sabia? Oferecer como brinde uma chance de um cara matar alguém???!!!
Sim, argo, "é a pura verdade" mesmo. Um sistema econômico é um barato que influencia quase todos os aspectos do nosso cotidiano, como uma religião faz, ou uma corrente filosófica, ou um calo no dedão etc. Só que enchem o saco essas marteladas do velho tema em tópicos que não têm ligação direta com a desgraça do tema! Eu tinha a impressão, quando postei a notícia, que aqui seriam discutidos costumes, técnicas de marketing, política interna e externa...
Se eu não me engano, não foi preciso aumentar o numero de instrumentos de morte no mundo, uma vez que, eles já existiam, só estavam aguardando os compradores, estavam la, nas prateleiras das lojas especializadas. Em outras palavras, existia um numero x de armas no mundo, a promoção da revendedora não fez esse numero se tornar x+1, ou +2, +3..., enfim, posso estar enganado. que tal provar que aumentou o numero de instrumentos de morte no mundo, devido a Max Motors e sua campanha?
Vamos lá: Lei da oferta e da procura. Se não houver demanda por armas de fogo, menos delas, cada vez menos, serão fabricadas. Uma promoção como esta que foi o foco da notícia, unida a várias outras iniciativas comuns nos EUA, ajudam a promover o mercado. Você não censurou o argo por disponibilizar aqui um CD de música gospel? Me ocorreu agora que pode haver uma ligação entre os dois casos. Mas isso fica pra outro momento...
Outra coisa: Se promoções como esta não surtissem efeito, de que serviria a publicidade?
Achei engraçado a estrategia da revendedora, a pergunta capciosa - Você quer uma arma, ou um cupom de gasolina no valor de U$250? - enfim, achei engraçado o acontecido em si.
Pensando na jogada de marketing, é divertido mesmo. Começando pelo nome da promoção, "guns and gas". AHeheahehea
E é realmente interessante do ponto de vista analitico, pois, podemos ver se um maior numero de pessoas portando armas causam o aumento da violencia. Fica facil de se comprovar, basta verificar se os compradores da Max Motors que optaram por ter uma arma, tem envolvimentos nos casos de violencia, e se a arma em questão fora usada.
Esse comportamento dos estadunidenses não é novidade, a promoção noticiada é só mais um evento do tipo. Acho que o gordinho encrenqueiro-mor de Hollywood, o Michael Moore, expôs o problema no filme Tiros em Columbine. Podem dizer que é superficial, mas pra um documentário acho que é mais que o suficiente.
Se eu quiser matar alguem, posso usar metralhadoras, pistolas, espadas, facas de caça, faca de cozinha, uma cadeira, pedras, cordas, cavalos, e etc., inclusive posso usar minhas proprias mãos e pés para o ato. Pergunta: Se todos esses itens (alem de outros que não me lembrei no momento) podem ser usados como instrumentos de morte, não seria o caso de destruir a todos???
Foi pensando assim que eu decidi pelo "Não", naquela época do referendo, lembra?
Mas hoje eu penso diferente.
Um ponto a se refletir é a finalidade do item em questão. Uma faca serve pra cortar a comida, a cadeira é pra sentar-se, o taco de beisebol serve pra jogar beisebol. Dá pra matar gente até com prato de sopa e uma boa coronhada. Só que uma arma de fogo é feita especificamente pra matar. Tá, tem os praticantes do esporte, tudo bem. Mas quantos dos compradores de armas de fogo têm alguma intenção de praticar tiro ao alvo? Convenhamos, o intuito predominante é proteção, segurança.